Tenho visto, nas minhas andanças uma quantidade grande de pessoas que se acomodaram no estágio que se encontram. Especialmente nas organizações, esse perfil de profissional é muito comum. Basta olhar à sua volta que, certamente, identificará pelo menos alguém que se enquadre.
É muito fácil criar uma rotina e, a partir dela, seguir diariamente um roteiro de ações, sem se preocupar com a organização do tempo, ou de estabelecer prioridades. Sair do comodismo é sair dessa zona de conforto estimulada pela rotina, é correr atrás de mudanças. Porém, essas, por melhores que possam ser, causam mal estar, pela necessidade de um esforço no período entre a decisão e a conquista, e é nesse momento que muitos desistem. Para ir atrás do crescimento profissional, por exemplo, é fundamental desenvolver novos hábitos a todo o momento. O desacomodado, quando alcança uma nova conquista, já procura um novo desafio para dar continuidade em seu crescimento.
O acomodado, por sua vez, parece ter medo do novo. Medo do que a busca por desenvolvimento possa lhe custar: ter que trabalhar até mais tarde; fazer coisas que, possivelmente, ele ainda não possui habilidade; medo de assumir alguma incapacidade; deixar a inércia. Geralmente são pessoas procrastinadoras, que costumam fazer as mesmas coisas sempre do mesmo jeito e que empurram para depois tudo que podem fazer agora. Costumam apenas a atender às expectativas, sem surpreender ou realizar algo fora de suas competências.
O acomodado, mesmo não estando satisfeito, prefere ficar onde está. Por mais que a situação não seja a desejada, para eles é menos trabalhoso e procurar mudanças demandaria muito tempo e esforço. Infelizmente, sacrifícios são necessários e, se tem uma coisa que o acomodado não gosta de fazer é se sacrificar, seja lá por qual motivo for.
É uma pena que tipos como esse sejam tão comuns. O mercado anda numa velocidade muito alta, incapaz de esperar pela real vontade das pessoas. A concorrência chega a ser quase desleal com essas pessoas que se acomodam em seus mundinhos. E lá fora, há muitas pessoas que não estão acomodadas nem um pouco. Pelo contrário, brigam por seus espaços com ideias inovadoras, proatividade e uma vontade muito grande de fazer acontecer.
Podemos dizer que das oito horas da manhã às seis da tarde, todo mundo trabalha igual. O diferencial, o sucesso, se constrói durante a noite. Não estou falando em trabalhar mais que o necessário e, sim, procurar um desenvolvimento além do esperado, como: realizar cursos, ler livros, notícias, aprender idiomas, fazer exercícios físicos e mentais, entre muitas outras coisas que podemos fazer para dinamizar a rotina e buscar o crescimento profissional e pessoal. Por isso, não perca tempo: vá em busca dos seus sonhos!
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