10 de jun. de 2013

Sobre as pessoas que se acomodam ou, você quer só isso?

Tenho visto, nas minhas andanças uma quantidade grande de pessoas que se acomodaram no estágio que se encontram. Especialmente nas organizações, esse perfil de profissional é muito comum. Basta olhar à sua volta que, certamente, identificará pelo menos alguém que se enquadre.
É muito fácil criar uma rotina e, a partir dela, seguir diariamente um roteiro de ações, sem se preocupar com a organização do tempo, ou de estabelecer prioridades. Sair do comodismo é sair dessa zona de conforto estimulada pela rotina, é correr atrás de mudanças. Porém, essas, por melhores que possam ser, causam mal estar, pela necessidade de um esforço no período entre a decisão e a conquista, e é nesse momento que muitos desistem. Para ir atrás do crescimento profissional, por exemplo, é fundamental desenvolver novos hábitos a todo o momento. O desacomodado, quando alcança uma nova conquista, já procura um novo desafio para dar continuidade em seu crescimento.

O acomodado, por sua vez, parece ter medo do novo. Medo do que a busca por desenvolvimento possa lhe custar: ter que trabalhar até mais tarde; fazer coisas que, possivelmente, ele ainda não possui habilidade; medo de assumir alguma incapacidade; deixar a inércia. Geralmente são pessoas procrastinadoras, que costumam fazer as mesmas coisas sempre do mesmo jeito e que empurram para depois tudo que podem fazer agora. Costumam apenas a atender às expectativas, sem surpreender ou realizar algo fora de suas competências.

O acomodado, mesmo não estando satisfeito, prefere ficar onde está. Por mais que a situação não seja a desejada, para eles é menos trabalhoso e procurar mudanças demandaria muito tempo e esforço. Infelizmente, sacrifícios são necessários e, se tem uma coisa que o acomodado não gosta de fazer é se sacrificar, seja lá por qual motivo for.

É uma pena que tipos como esse sejam tão comuns. O mercado anda numa velocidade muito alta, incapaz de esperar pela real vontade das pessoas. A concorrência chega a ser quase desleal com essas pessoas que se acomodam em seus mundinhos. E lá fora, há muitas pessoas que não estão acomodadas nem um pouco. Pelo contrário, brigam por seus espaços com ideias inovadoras, proatividade e uma vontade muito grande de fazer acontecer.

Podemos dizer que das oito horas da manhã às seis da tarde, todo mundo trabalha igual. O diferencial, o sucesso, se constrói durante a noite. Não estou falando em trabalhar mais que o necessário e, sim, procurar um desenvolvimento além do esperado, como: realizar cursos, ler livros, notícias, aprender idiomas, fazer exercícios físicos e mentais, entre muitas outras coisas que podemos fazer para dinamizar a rotina e buscar o crescimento profissional e pessoal. Por isso, não perca tempo: vá em busca dos seus sonhos!

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