O maior inimigo da produtividade brasileira é o que podemos chamar de “manicômio tributário”, em razão da carga de impostos e da complexidade do sistema que os institui. De 1997 a 2013 o PIB brasileiro cresceu em média de 3,7% ao ano, enquanto as despesas do setor público se expandiram em 5,2%. Para financiá-las, a carga tributária imposta a empresas e cidadãos se tornou ainda mais pesada, e a receita do setor público cresceu a uma média ainda mais alta, de 5,7% ao ano, no mesmo período. Isso demonstra que o governo insiste em utilizar os tributos como forma de cobrir as despesas e alcançar o superávit primário. O superávit deveria ser atingido de forma normal, com a despesa controlada. O resultado desta fórmula vai ser sempre ‘pibinho’.
Receia-se que este continuará a ser o cenário nos próximos anos. Caso não se ataque este “câncer”, o PIB brasileiro não deve ultrapassar o 2,3% de crescimento alcançados em 2013. Cada ponto percentual a mais na carga tributária medida em relação ao PIB compromete meio ponto percentual na taxa de produtividade calculada igualmente em relação ao PIB. Não é à toa que fontes públicas de investimento, como o Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES), têm sido cada vez mais procuradas pelas empresas. Isso se dá porque o lucro retido pelas companhias não é suficiente para ser reinvestido. Não se identifica no governo atual a preocupação em tratar da carga tributária. E os outros candidatos também ainda não mostraram ter uma agenda de medidas consistente e que dê especial atenção ao controle tributário.
Paulo Rabello de Castro
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20 de mai. de 2014
27 de mar. de 2013
Dilma diz que é contra reduzir crescimento econômico para conter inflação
Ihhh, meu Jesus Cristinho. Preparem-se. Inflação acelerada vem ai. Xiiii, olha a cara do Guido Mantega ao fundo na foto.
Guido Mantega. Já ouviram falar?
Debater o presente é chato. Erra-se com mais grandeza e com mais generosidade sobre o futuro. Ninguém cobra nada. Nunca ninguém perdeu dinheiro no Brasil sendo um mau profeta. Nem dinheiro nem poder. Vide Guido Mantega.
26 de mar. de 2013
O foie gras
Nossos pobres não têm culpa de seus gostos sofisticados. O foie gras que mencionei em post anterior (leia no blog dia 21/03/2013 ) também entrou na lista de desonerações da cesta básica definidas pela Presidente Dilma.
Os efeitos da desoneração, ainda que apareçam nos índices de preços, não constituem uma política antiinflacionária por um motivo absolutamente simplório: porque representam redução pontual de um conjunto de preços, enquanto a inflação é, por definição, o aumento persistente do nível geral de preços (meus ex-alunos conhecem muito bem esse conceito).
Na prática, portanto, os efeitos da desoneração se manifestarão por um período muito curto, sem alterar os fundamentos do processo inflacionário. São medidas que atacam os sintomas (preços), sem dar atenção aos fatores que impulsionam os preços (políticas monetária e fiscal excessivamente frouxas), equivalentes a um banho frio, que diminui a febre, mas não ataca a infecção.
Escrevam o que digo. Mais a frente a inflação vai acelerar. Nosso problema é falta de oferta, para compensar a grande demanda.
Volto a falar sobre isso em outro post.
21 de mar. de 2013
O foie gras e a nova classe média
O foie gras é uma iguaria francesa. Um patê de fígado de ganso. O ganso recebe uma quantidade enorme de milho forçadamente goela abaixo. O fígado não consegue processar essa quantidade de milho e incha. Com o fígado inchado, o ganso é abatido e faz-se então o patê.
Mas o que tem a nova classe média com isso? Falarei mais sobre isso.
Mas o que tem a nova classe média com isso? Falarei mais sobre isso.
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