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17 de dez. de 2015

Um 2016 melhor para você. Como? Siga minhas dicas.

2015 foi um ano difícil. Ele está terminando, com recessão, inflação alta, enfim, crise, tanto econômica quanto política.

O que podemos fazer em 2016 para nos protegermos financeiramente da piora da economia?
Quais as resoluções financeiras que devemos tomar para 2016?

Duas resoluções - "poupar mais" e "gastar menos" - parecem bastante simples, mas são mais fáceis de dizer do que fazer. Você precisa tentar.

Outra resolução é se conscientizar que você precisa ter objetivos específicos e executáveis. Tudo isto com estabelecimento de prazos. Difícil, porém não impossível.

Abaixo mais 4 dicas para um 2016 menos turbulento:

1. SALDE DÍVIDAS
As taxas de juros vão aumentar ainda mais em 2016. Portanto liquide urgentemente dívidas, especialmente no cartão de crédito.

2. CRIE UM FUNDO DE EMERGÊNCIA
Parte do "poupar mais"  deve incluir separar um valor para cobrir despesas inesperadas ou para ajudar a fazer frente a uma possível perda de emprego. O ideal é você ter reservado um valor para 3 a 6 meses de despesas. Este dinheiro deve ser facilmente acessível, como uma aplicação num Fundo de Renda Fixa, por exemplo.

3. AUMENTE SUA ECONOMIA PARA A APOSENTADORIA
Economize pelo menos 10% de sua renda para a aposentadoria

4. REAVALIE SUA ESTRATÉGIA DE INVESTIMENTO
Também é uma boa ideia começar o ano novo fazendo um balanço de seus investimentos e garantir que eles se alinhem com seus objetivos e a sua tolerância ao risco.
Certifique-se de que você sabe exatamente em que você está investindo.

LEIA SEMPRE MEUS RELATÓRIOS PARA TER MAIS DETALHES DE COMO SE PROTEGER FINANCEIRAMENTE NESTES TEMPOS DIFÍCEIS.

FELIZ 2016

17 de jun. de 2015

VOCÊ ACABOU DE SE GRADUAR E OUVE MIL CONSELHOS DO TIPO: LARGUE TUDO PARA FAZER O QUE AMA. SERÁ QUE DEVO SEGUIR TAIS CONSELHOS?

Eu ouvi muitas frases que me aconselharam de maneira bem intencionada a abandonar o que eu fazia para trabalhar e ganhar dinheiro com uma paixão, como música por exemplo.

Quando professor universitário e também como palestrante já formulei muitas frases desse tipo.

Mas será que deixar as paixões de lado e focar nas coisas que fazemos bem não seria a melhor opção? 

O fato de eu amar música, de ter empreendido neste segmento teria sido a escolha certa? Em algum momento no passado sim, mas hoje não mais.

Além disso, nós vamos mudando nossas paixões à medida que envelhecemos. Aos 21 anos temos paixões que aos 40 não necessariamente seremos apaixonados.

Você não é obrigado a salvar o mundo, portanto, não siga as suas paixões por causa disso. Foque no que você é bom, mesmo que neste momento você não seja apaixonado pelo que faz. Isso vale especialmente os recém GRADUADOS. 

Por quê? Porque paixões são difíceis de priorizar. Ser apaixonado por Direito ou Engenharia não significa que você seja realmente bom nisso. O que quero dizer é que ser apaixonado por algo não significa que você deva investir tudo nisso, se você não é o melhor nisso.

Só porque você ama cantar e foi para o The Voice não significa que você deva ser um cantor profissional.


Meu conselho? Encontre algo que você é realmente bom. Ganhe dinheiro com isso e terá dinheiro para curtir suas paixões.

14 de jul. de 2014

As linhas de crédito estão diminuindo

Para o leigo em economia pode ser complicado compreender o que está acontecendo no mercado financeiro no momento e quais as perspectivas para 2015 e anos seguintes.

Vou ser o mais didático possível.

Dentre várias medidas, existem duas maneiras de o Governo controlar a inflação. Uma, é aumentar a taxa básica de juros, que faz com que os empréstimos fiquem mais caros e o consumidor freie o consumo sendo que com a diminuição do consumo os produtores não se sentem tão tentados a aumentar os preços.

A outra medida é o depósito compulsório e o nível total desse depósito, que é uma espécie de depósito obrigatório que os bancos tem de fazer no Banco Central, dinheiro este que vem dos depósitos que nós fazemos nas contas correntes. Assim, quanto maior este depósito obrigatório, menos dinheiro os bancos disponibilizarão para emprestar para as pessoas e para as empresas. Isto também faz o consumo cair.

Pois bem. Ao invés de emprestar o dinheiro para a sociedade, as instituições financeiras têm preferido o depósito compulsório, que remunera os bancos a uma média de 11% ao ano, e assim diminuem o risco de enfrentar uma inadimplência de consumidores. Desde o ano passado, as instituições ficaram mais restritivas na concessão de crédito, mesmo estando mais capitalizadas. Segundo dados do Banco Central, os compulsórios totais cresceram 14,7% entre março de 2013 e maio deste ano, um avanço de R$ 49,24 bilhões. Desse total, R$ 13,4 bilhões são recursos que os bancos deliberadamente não tiveram interesse em transformar em crédito e, na prática, enxugaram do mercado.

Assim, caro leitor, se os compulsórios crescem, as taxas de juros também sobem para o consumidor. Ou seja, bancos estão com receio de inadimplência.


E você sabe o que poderá acontecer daqui pra frente? Poderá haver desemprego e os bancos têm colocado essa possibilidade no cenário quando planejam o que fazer com o que eles podem emprestar para as pessoas e empresas.

Portanto, 2015 vai ser um ano de ajustes na economia, e não será um ano fácil. Por isso, você precisa se proteger financeiramente. Abordarei este tema em outro post.

20 de mai. de 2014

A carga tributária brasileira é o grande entrave para o crescimento econômico

O maior inimigo da produtividade brasileira é o que podemos chamar de “manicômio tributário”, em razão da carga de impostos e da complexidade do sistema que os institui. De 1997 a 2013 o PIB brasileiro cresceu em média de 3,7% ao ano, enquanto as despesas do setor público se expandiram em 5,2%. Para financiá-las, a carga tributária imposta a empresas e cidadãos se tornou ainda mais pesada, e a receita do setor público cresceu a uma média ainda mais alta, de 5,7% ao ano, no mesmo período. Isso demonstra que o governo insiste em utilizar os tributos como forma de cobrir as despesas e alcançar o superávit primário. O superávit deveria ser atingido de forma normal, com a despesa controlada. O resultado desta fórmula vai ser sempre ‘pibinho’.

Receia-se que este continuará a ser o cenário nos próximos anos. Caso não se ataque este “câncer”, o PIB brasileiro não deve ultrapassar o 2,3% de crescimento alcançados em 2013. Cada ponto percentual a mais na carga tributária medida em relação ao PIB compromete meio ponto percentual na taxa de produtividade calculada igualmente em relação ao PIB. Não é à toa que fontes públicas de investimento, como o Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES), têm sido cada vez mais procuradas pelas empresas. Isso se dá porque o lucro retido pelas companhias não é suficiente para ser reinvestido. Não se identifica no governo atual a preocupação em tratar da carga tributária. E os outros candidatos também ainda não mostraram ter uma agenda de medidas consistente e que dê especial atenção ao controle tributário. 

Paulo Rabello de Castro

10 de jun. de 2013

A defesa da classe média

Recomendo a leitura do excelente artigo do Rodrigo Constantino, economista e colunista do O Globo:

Clique aqui.





20 de mai. de 2013

Relatório de Estágio e TCC - Dicas

Parto do pressuposto que você já sabe sobre o que estou falando.

Então, seu trabalho deve ser a expressão da resposta à questão originalmente formulada, amparada na sua pesquisa e na sua interpretação dos resultados, incluindo também um relato do cumprimento das atividades obrigatórias pelo currículo do seu curso, com as experiências vividas, atividades desenvolvidas, destacando  os objetivos propostos e alcançados.

Pense como um cientista. O seu relatório tem que descrever o que, por que, quando, que material foi utilizado, por quem, quais os critérios, fazer observações sobre como otimizar os processos e apontar caminhos para que a pesquisa seja aprimorada/ampliada.

Tome notas e vá dando forma ao relatório ao longo do projeto, com reuniões freqüentes com o orientador, e seguindo o projeto e o planejamento.

Fuja das dores de cabeça: faça cópias de segurança, e guarde versões antigas. Mande versões do trabalho por e-mail para você mesmo.

3 de mai. de 2013

"Não existe almoço grátis."

O economista americano Milton Friedman, prêmio Nobel de Economia em 1976 proferiu a frase famosa, título desse post.

Ele quis dizer com essa frase que uma pessoa ou sociedade não pode ter algo do nada mesmo que este algo seja gratuíto ou pareça ser. Como os recursos são escassos comparando-se com os desejos e necessidades ilimitados do ser humano, há sempre um custo para a pessoa ou sociedade ter algo.

Como nós temos que fazer escolhas o tempo todo, diante de opções que nos surgem, estas escolhas sempre terão um custo. Este custo não é só financeiro. Pode ser psicológico também.

Portanto, "there´s no such thing as a free lunch".

22 de abr. de 2013

Entenda o que é o "parcelamento sem juros"


Quem resiste a essa propaganda? PARCELE SEM JUROS.

No Brasil, o parcelado sem juros começou para substituir o cheque pré-datado e para impulsionar o mercado de linha branca, que antes dependia de empréstimo pessoal.


Lojas – Os lojistas muitas vezes oferecem parcelamento sem juros. Mas, na prática, isso não existe, já que o preço para pagamento à vista é sempre menor ou seja, os juros estão embutidos no preço.
Credenciadoras – A principal receita dessas instituições, como Cielo, Redecard e Santander, é com a comissão que cobram do lojista pelas transações feitas no cartão. Bancos – Os bancos são os detentores do dinheiro da transação. E, se o cliente opta por pagar o valor mínimo da fatura, é a instituição que recebe os juros da operação. O risco de calote também é das instituições.
Consumidor – Quando parcela uma compra, o cliente arca com os juros da operação (‘camuflados’ ou não no valor total), e deve, ainda, pagar juros altíssimos, se entrar no rotativo do cartão de crédito, que já chegam a ser maiores que 300% ao ano.

Lembre-se sempre: "Não existe almoço grátis".

16 de abr. de 2013

Investimentos na bolsa de valores: dicas para iniciantes

Leia a história de Jesse Livermore, um grande investidor, considerado por muitos o maior especulador de todos os tempos.


Livermore registrou suas memórias em Reminiscences of a Stock Operator, um livro cheio de informações úteis sobre especulação, investimentos e afins.

Veja a seguir algumas dicas retiradas das memórias do Jesse:

• Nunca opere baseado em dicas;
• Use um sistema e não saia dele;
• Nunca compre uma ação porque ela teve uma grande queda da sua última alta;
• Se uma ação não agir corretamente não a toque; porque, não podendo dizer precisamente o que está errado, você não pode dizer para que lado ela irá;
• Não culpe o mercado pelas suas perdas;
• Nunca aumente uma posição perdedora. Uma posição perdedora significa que você está errado;
• Ações nunca estão muito altas para começar a comprar nem muito baixas para começar a vender. Mas depois da primeira transação, não faça uma segunda a não ser que a primeira mostre lucro;
• Sempre venda o que mostra um prejuízo e mantenha o que está dando lucro;
• Não discuta com o mercado. Não procure recuperar o prejuízo. Saia enquanto a saída é boa – e barata;
• Existe somente um lado no mercado financeiro. E não é o lado bull (alta) e nem o lado bear (baixa) mas o lado certo;
• O maior inimigo de um especulador é sempre o tédio;
• Um homem deve sempre confiar em si mesmo e no seu julgamento se ele espera ganhar a vida com essa profissão;
• Sempre use gerenciamento de capital;
• Estabeleça o seu plano de trade antes que o mercado abra;
• Detalhe o seu plano para cada trade;
• Estabeleça pontos de entrada e saída e entenda a relação entre risco e recompensa;
• Aceite pequenas perdas como parte do jogo se você quiser vencer;
• Desenvolva um plano de trade para cada situação que você pode vir a enfrentar;
• Não concentre-se no valor em que você empata quando estiver perdendo;
• Não liquide uma posição vencedora para manter uma perdedora;
• Desenvolva e mantenha um plano de saída. Siga esse plano com rígida disciplina;
• Tenha paciência. Grandes movimentos demoram para se desenrolar;
• Não fique curioso demais sobre a lógica por trás de um movimento. A chave para a fortuna no mercado é a simplicidade.



O livro está disponível em português e gratuitamente aqui.


15 de abr. de 2013

Como está a reputação digital de sua empresa?

Vivemos um momento único nos mercados de consumo. Os modelos e ferramentas que sempre foram utilizados pelas empresas na economia tradicional já dão sinais de desgaste.


Com a expansão da Internet e proliferação das redes sociais, o valor das coisas não é mais construído apenas pelas milionárias campanhas publicitárias que as empresas fazem, mas também pela reputação que os mesmas possuem dentro das mídias sociais. Essa, por sua vez, construída a partir da percepção coletiva que o efeito de rede proporciona.

Podemos dizer que esse fenômeno não é novo, pois sempre houveram redes de conhecidos.

A grande diferença para os tempos atuais é que a Internet potencializou esse comportamento humano. Isso fez com que o inocente boca-a-boca de antigamente se transformasse no pesadelo dos profissionais de marketing.

Dessa forma, o valor das trocas (indicações, links, twittadas, blogs de recomendação, comunidades de reclamação, etc) tem se tornado cada vez mais relevante e perceptível para as organizações.

Já está muito claro para todos, consumidores e empresas, que o ambiente de negócios não é mais o mesmo e não adianta ficar indiferente a pressão que a reputação digital tem exercido sobre marcas, produtos, pessoas e tendências. Sendo assim, quem souber aproveitar melhor as oportunidades que este novo cenário está gerando sairá na frente.

12 de abr. de 2013

O último post sobre tomate ou, a anedota do Brasil que não dá certo

Imagino que, como eu, o leitor não aguenta mais ouvir falar do preço de tomate.

O infográfico abaixo está na capa da Folha de 9/4, mostrando a viagem de 65 dias que o tomate faz do interior da China até às fábricas que o processam em ketchup e molho, em Goiás:


O país com a maior área de terras aráveis do mundo está importando tomates cultivados no lugar do mundo mais longe de uma saída para o mar. Para o comprador brasileiro, aparentemente faz mais sentido financeiramente esperar a viagem de 65 dias de Urumqi até Goiás do que confiar em um produtor nacional.

Alguém poderia argumentar que o problema é pontual e vai desaparecer quando o preço do tomate no mercado local ceder, mas ninguém monta uma rede de comércio intercontinental pensando apenas na semana que vem. O tomate de Urumqi é o atestado definitivo (se é que faltavam algum) da enorme incapacidade do país em criar vantagens comparativas. Muito deprimente, mas se há algum lado bom é que o espaço para melhoras é imenso - resta saber o que nos tirará da inércia.


O churrasco, os investimentos e a inflação

O churrasco do fim de semana inflacionou. Com os 6,6% da inflação oficial (IPCA) vamos comparar:

Carne em doze meses subiu 3,1%
A farinha de mandioca, líder absoluta da disparada dos preços, subiu 151,4%.
O tomate subiu 76,5%
A cebola 122,1%.
O vinagre 10,7%.
O alho 53,1%.
O sal subiu apenas 4,3% no período (coisa boa).
Linguiça está custando 16% a mais.
O pior ainda está por vir: a cerveja também subiu 16,0% nos últimos 12 meses.
O refrigerante 9,8%.
A caipirinha: o preço do açúcar caiu 8,3% em 12 meses, mas bebidas como cachaça e vodca estão 9,7% mais caras em média.

Pesa ou não pesa no bolso?

Vejam agora a inflação comparada com as aplicações financeiras no primeiro trimestre de 2013. Quase todas as aplicações perderam para a inflação.

 
 
Veja o índice da poupança: 1,25% contra 1,94% do IPCA. Ou seja, está difícil se proteger da inflação.
Lembre-se sempre. Quem mais sofre com a inflação é o assalariado.
E o churrasco? "Vai para o vinagre". Ah, mas o vinagre também aumentou. Não tem escapatória.


5 de abr. de 2013

Brasileiros gastam bilhões nos EUA

Os brasileiros continuam fazendo a festa das compras nos Estados Unidos, animados com os preços baixos e a boa qualidade dos produtos. Segundo o Banco Central, foram gastos no exterior por turistas nacionais no ano passado mais de US$ 22 bilhões (o dobro do faturamento estimado para o nosso e-commerce em 2012). E o embaixador americano no Brasil, Thomas Shannon, ainda garantiu que em breve acabará a exigência de visto para brasileiros entrarem em território americano, facilitando ainda mais a farra internacional do consumo.

É bom o varejo brasileiro botar as barbas de molho.

Falarei mais sobre isso no Curso Gerenciamento de Vendas de Alta Performance.

3 de abr. de 2013

O preço do tomate, o preço do frango e a inflação

O produto que mais subiu no segmento das hotraliças foi o tomate, que em 2012, custava em média R$ 1,15 e, este ano, chega a R$ 4,45 o quilo nos CEASAS. O preço para o consumidor final  está em média R$ 8 o quilo, chegando a superar os valores de algumas carnes, como frango, pernil com osso e acém.

Volto a dizer. A inflação vai aumentar. Não serão as desonerações da Dilma que farão os preços baixar. Nosso problema é de oferta, não de demanda.




31 de mar. de 2013

A teoria dos jogos, as grandes empresas e a propaganda de margarina

A teoria dos jogos é o estudo de como as pessoas se comportam em situações estratégicas. Por "estratégicas", nos referimos a situações em que cada pessoa, ao decidir que ações praticará, precisa levar em consideração a maneira como outras pessoas reagirão a elas. Como o número de empresas dos mercados oligopolistas é pequeno, cada uma delas precisa agir estrategicamente. Cada empresa sabe que seu lucro depende não só de quanto produz, mas também de quanto as outras empresas produzem. Ao tomar sua decisão de produção, cada empresa pertencente a um oligopólio deve levar em consideração o modo como sua decisão poderá afetar as decisões de produção de todas as outras empresas.

Vejamos quando duas empresas oligopolistas fazem propaganda para atrair os mesmos clientes. Vamos considerar duas empresas fabricantes de margarina, a marca Delícia e a marca Qualy. Se nenhuma delas fizer propaganda, as duas dividirão o mercado entre si. Se as duas fizerem, também dividirão o mercado, mas os lucros serão menores porque cada uma terá de arcar com o custo da propaganda. Mas, se uma empresa anunciar e a outra não, a que anunciou atrairá clientes da outra.

Portanto, é possível que quanto menos propaganda as empresas oligopolistas do mercado de margarinas fizerem, mais lucros estas empresas terão.

27 de mar. de 2013

Dilma diz que é contra reduzir crescimento econômico para conter inflação

Ihhh, meu Jesus Cristinho. Preparem-se. Inflação acelerada vem ai. Xiiii, olha a cara do Guido Mantega ao fundo na foto.

Guido Mantega. Já ouviram falar?

Debater o presente é chato. Erra-se com mais grandeza e com mais generosidade sobre o futuro. Ninguém cobra nada. Nunca ninguém perdeu dinheiro no Brasil sendo um mau profeta. Nem dinheiro nem poder. Vide Guido Mantega.

26 de mar. de 2013

O foie gras

Nossos pobres não têm culpa de seus gostos sofisticados. O foie gras que mencionei em post anterior (leia no blog dia 21/03/2013 ) também entrou na lista de desonerações da cesta básica definidas pela Presidente Dilma.
Os efeitos da desoneração, ainda que apareçam nos índices de preços, não constituem uma política antiinflacionária por um motivo absolutamente simplório: porque representam redução pontual de um conjunto de preços, enquanto a inflação é, por definição, o aumento persistente do nível geral de preços (meus ex-alunos conhecem muito bem esse conceito).

Na prática, portanto, os efeitos da desoneração se manifestarão por um período muito curto, sem alterar os fundamentos do processo inflacionário. São medidas que atacam os sintomas (preços), sem dar atenção aos fatores que impulsionam os preços (políticas monetária e fiscal excessivamente frouxas), equivalentes a um banho frio, que diminui a febre, mas não ataca a infecção.

Escrevam o que digo. Mais a frente a inflação vai acelerar. Nosso problema é falta de oferta, para compensar a grande demanda.

Volto a falar sobre isso em outro post.

21 de mar. de 2013

O foie gras e a nova classe média

O foie gras é uma iguaria francesa. Um patê de fígado de ganso. O ganso recebe uma quantidade enorme de milho forçadamente goela abaixo. O fígado não consegue processar essa quantidade de milho e incha. Com o fígado inchado, o ganso é abatido e faz-se então o patê.

Mas o que tem a nova classe média com isso? Falarei mais sobre isso.